Movimentos sociais – 5 movimentos que você precisa acompanhar - Arena Marcas e Patentes
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Movimentos sociais – 5 movimentos que você precisa acompanhar


Os cinco movimentos sociais que valem a pena acompanhar

Os movimentos sociais e as manifestações de cunho político e social são uma pauta atual que deve estar presente no dia-a-dia de um vestibulando. Os temas trazem em voga o simbólico com o factual, e delineiam o rumo histórico e social de um país. Devido a isso, é fundamental estar ligados nas notícias, pois podem ser cobrados nos vestibulares – principalmente nas competências de História e Sociologia.

Saiba, no artigo de hoje, quais são os movimentos em pauta na sociedade atual – e o que você deve saber sobre cada um deles.

#mariellepresente – Movimentos sociais

Movimentos Sociais –  Marielle PRESENTE! HOJE e SEMPRE!

A vereadora do PSOL, eleita com 46.502 votos pelo Rio de Janeiro, Marielle Franco foi mulher, negra, mãe e cresceu na favela da Maré, na capital carioca. A hashtag “Marielle, presente” ganhou as redes sociais no dia 14 de Março, a qual foi assassinada brutalmente após mediar um debate promovido pelo Partido Socialista e Liberdade (PSOL), na Casa das Pretas, no bairro Estácio no Rio de Janeiro.

O assassinato de Marielle ganhou visibilidade nos veículos de comunicação, em escala mundial. Diversos atos foram chamados pela esquerda, reivindicando justiça pelo nome de Marielle. O crime ainda não foi solucionado pelos órgãos de segurança do Rio de Janeiro.

Marielle defendia arduamente a mulher e os crimes ocorridos nas favelas do Rio de Janeiro, e a sua militância dentro da pauta dos direitos humanos se tornou a sua identidade em seus preceitos políticos e sociais dentro da Câmera do Rio de Janeiro. O assassinato de Marielle é um alerta para as questões democráticas e voltadas para os Direitos Humanos no país.

O Rio de Janeiro vive uma Intervenção Federal, aprovada pelo presidente Temer no final de fevereiro, em cenário truculento de autoritarismo e de violência no estado do Rio. Marielle uniu o Brasil, e chamou atenção para assuntos fundamentais para a construção de um país com base democrática e de avanços sociais no que tange aos direitos humanos.

O caso Marielle chamou a atenção de órgãos internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Anista Internacional e Human Rights Watch, que tem como objetivo estabelecer o diálogo com o Estado – sobre medidas preventivas que busquem a transparência das ações e a legitimidade voltada para a democracia, para os direitos humanos e para a segurança pública.

#reformadaprevidência – Movimentos sociais

Movimentos Sociais – Reforma da Previdência

Os movimentos sociais estão unidos contra a Reforma da Previdência – a PEC 287/2016. A votação da Reforma estava prevista para fevereiro deste ano, foi adiada decorrente do decreto que aprovou a intervenção federal na segurança pública no Rio de Janeiro.

A proposta inicial afeta todos os trabalhadores que ainda estão ativos no mercado de trabalho – não sendo aplicados aqueles que já se aposentaram ou estão prestes a se aposentar. O que a Reforma da Previdência propõe é:

  • Alteração na idade mínima de se aposentar que passou para 62 anos para mulheres, e 65 para homens; 60 para professores; 55 para policiais e trabalhadores em situações de risco a saúde;
  • O tempo de contribuição irá afetar no valor final da aposentadoria – por exemplo, o benefício começa com 60% do valor de contribuição que começa aos 15 anos, e para atingir o valor total é necessária à contribuição por 40 anos;
  • A receita não estará mais vinculada a Desvinculação das Receitas da União (DRU);
  • O tempo mínimo de contribuição para assegurados do INSS é de 15 anos, e para servidores públicos passou para 25 anos de contribuição.

A Reforma da Previdência ocasionou a revolta dos trabalhadores, sendo motivo de diversas mobilizações sociais no país. Os trabalhadores reivindicam o arquivamento da proposta, na qual diversas centrais sindicais vem organizando mobilizações e paralisações que visam colocar na pauta os efeitos da Reforma da Previdência para a aposentadoria dos trabalhadores brasileiros.

#resistêncianegra – Movimentos sociais

Movimentos Sociais – Resistência negra

O Brasil foi o 28° país a abolir a escravidão no mundo – a abolição tardia e o histórico escravista ainda se faz espelho na sociedade contemporânea. O Brasil ainda é considerado o país que mais mata negros no mundo. O racismo é uma problemática que deve ser pautada, pois reflete diretamente nos direitos dos negros na sociedade, e da violência sofrida por esses nas ruas de todo o país.

A Resistência Negra surge como uma ferramenta de oposição à visão do negro na sociedade – uma luta por direitos, e por justiça as mortes que são reflexas do racismo e da violência. A segregação social por causa da cor é uma questão política debatidas no amplo democrático e acadêmico – no que tange as cotas raciais, por exemplo.

Evidencia-se a ausência da representação negra na política e na mídia. O negro ainda encontra desrespeito e uma estrutura social segmentada – que ainda pune a população mais pobre. O negro ainda é colocado na base, pois o racismo estrutural ainda é presente, e evidencia a exploração econômica que o país se encontra.

O movimento é um grito por justiça e pelo espaço do negro na sociedade brasileira. O negro dá a voz a sua cultura, valorizando a sua arte e os seus traços. A luta pelo espaço nos ciclos sociais e estruturais da sociedade é uma questão levantada, e defendida nos espaços públicos da sociedade.

#movimentolgbt – Movimentos sociais

Movimentos Sociais – LGBT

O movimento LGBT, que luta pelos direitos de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais, começou no Brasil na década de 70 e 80 em resposta a epidemia da AIDS – dando espaço para a luta pela conquista dos direitos sociais. O movimento possui traços históricos desde a Ditadura Militar, onde os LGBT’s começaram a se reunir em bares e em espaços sociais com objetivo de discutir pautas vinculadas aos direitos do grupo na sociedade.

Na década de 80, a pauta estava presente na literatura, na música e em jornais e revista. O jornal Lampião foi o primeiro jornal, no cenário brasileiro, a ceder a capa para a causa social. A obra de Caio Fernando Abreu, por exemplo, possuía relatos homossexuais – que eram frutos da sua história, e também toda a narrativa da AIDS, doença que o levou a óbito na década de 90.

O movimento reivindica a criminalização da homo-lesbo-bi-transfobia, despatologização da identidade trans, permissão para a adoção para casais homossexuais, o fim da criação de estereótipos da comunidade na mídia e a criação de leis e políticas públicas que garantam o direito dos LGBT’s na sociedade brasileira.

O Brasil é o país em que mais se mata os gays, em escala mundial – a estimativa é de um a cada vinte e cinco horas. Os números são um reflexo de uma sociedade, onde a carência de leis que apoiam essa sociedade é gritante. O fato expõe a necessidade da criação de diálogos entre as esferas públicas – que envolva a inclusão, a discussão dos direitos e a penalização dos crimes relacionados à homofobia no país.

O cenário político demonstra que as conquistas sociais vieram de decisões do Poder Judiciário brasileiro. O Brasil ainda é um país de cunho religioso, onde o laicismo não se impõe nas decisões políticas. Devido a isso, muitas pautas democráticas são excluídas do cenário, sendo uma problemática na tomada de decisões políticas no país.

#movimentofeminista – Movimentos sociais

Movimentos sociais – Movimento feminista

O espaço da mulher na sociedade ainda é construído na cena social brasileira. Ao analisar o cenário histórico, a mulher durante décadas era vistas de forma submissa ao favor do homem. A Revista veja usou o termo “bela, recatada e do lar” ao se referir a Marcela Temer, esposa do atual presidente Michel Temer, a frase gerou revolta pelo intuito da revista querer padronizar o estilo de Marcela como se fosse padrão a se seguir.

Ao esboçar o espaço temporal no século XVII, evidencia-se o patriarcado – onde a mulher não possuía vida política, como o direito ao voto, acesso livre ao mercado de trabalho e tomadas de decisões. O cenário foi se modificando ao longo dos anos, mas o direito do público feminino ao voto só foi possível no Governo Vargas, em 1932, com o direito da entrada da mulher para a vida política.

O movimento feminista perdeu força entre os períodos ditatoriais, mas na década de 60 a diante, esse incorporou questões que são reivindicadas até os dias de hoje. O objetivo da luta é a conquista da igualdade de gênero – e entre outras demandas.

No contexto atual do país, 13 mulheres são assassinadas por dia no Brasil, a cada 2 horas uma mulher é vítima de homicídio e a cada 5 minutos uma mulher sofre agressão. O debate das medidas de proteção da mulher é pautado nas reivindicações feministas – além da busca da igualdade salarial, o acesso a saúde e aos métodos contraceptivos.

A maior conquista do movimento foi a Lei Maria da Penha, 11.340/2006, que cria mecanismos que visa controlar e prevenir a violência doméstica contra a mulher. A lei visa punir os agressores de forma mais efetiva, objetivando a reversão do quadro de agressão física e psicológica da mulher – além de protegê-la do agressor.

A série “As telefonistas” da Netflix pauta a mulher da década de 30 – as suas dificuldades e os desafios frente a uma sociedade patriarcal. A série se passa em Madri, e aos poucos, a série delineia questões reivindicadas pelas lutas feministas, como: o aborto e a luta feminista. “As telefonistas” é um recorte atemporal, de pautas que ainda são demandadas ainda na atualidade.

#conclusão – Movimentos Socias

Os movimentos sociais são uma constante na sociedade – e possuir certo entendimento sobre eles e os seus efeitos na vida em comum, é fundamental para a soma de competências e formação de argumentos para prestar vestibular. Fique atento as nossas dicas, e até a próxima!