Ditadura Militar no Brasil - Arena Marcas e Patentes
  • Registro de Marcas e Patentes.

Ditadura Militar no Brasil


Ditadura Militar no Brasil – Entre os anos de 1964 e 1985, o Brasil viveu sob uma ditadura militar, a qual teve início no Golpe Militar de 1964. O período caracterizou-se pela perda de direitos civis previstos em lei – como o da liberdade de expressão, ou o direito de ir e vir – e pela total falta de democracia.

Início da Ditadura Militar no Brasil

A Ditadura Militar no Brasil teve o seu início oficial no dia 1º de Abril de 1964, com a institucionalização do Golpe Militar, que colocou Castello Branco como o primeiro presidente do país no período. No episódio, João Goulart, anteriormente vice-presidente – que era conhecido como Jango – foi deposto do cargo da presidência. O político, por sua vez, havia assumido o governo após Jânio Quadros ter renunciado em 1961.

A justificativa para o Golpe era a proteção contra uma ameaça comunista. Esta, porém, nunca se concretizou. Alguns historiadores indicam que o principal motivo para o Golpe teria sido a pressão dos grandes latifundiários e das grandes empresas ao Exército, tendo em vista que estes perderiam com as medidas propostas por Jango (reforma agrária, redistribuição tributária, dentre outras).

Governantes da Ditadura Militar no Brasil

Durante o período da Ditadura Militar no brasil, cinco generais comandaram o Brasil. Além disso, por um pequeno espaço de tempo no ano de 1969, o país foi presidido por uma junta militar. As medidas mais importantes tomadas por cada período você pode ver abaixo:

– Castello Branco (1964 – 67):

Castello Branco foi o primeiro governante do Brasil depois do Golpe de 64. Logo no começo de seu mandato, iniciou a repressão contra opositores políticos. Dessa forma, praticamente todos os partidos foram dissolvidos, restando apenas dois: Aliança Renovadora Nacional (ARENA), os que governavam, e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), os quais deveriam ser os opositores. Para estes, no entanto, existiam várias restrições, e não havia chances para que alcançassem o poder.
Castello Branco se aproximou dos Estados Unidos e aprovou a Constituição de 1967.

– Costa e Silva (1967 – 69):

Costa e Silva ficou conhecido como um dos mais radicais governantes de toda a história do Brasil. Foi nesse período que o Ato Institucional 5 (mais conhecido como AI-5), foi assinado. O Ato contava com várias medidas de repressão, típicas de um governo autoritário, tais como: censura à imprensa, eliminação de habeas corpus para presos políticos e institucionalização da tortura, que já era utilizada anteriormente na Ditadura militar no Brasil.

Também foi nesse período onde movimentos políticos contrários se organizavam em lutas armadas. Costa e Silva iniciou o período de Milagre Econômico. Com as exportações triplicando, o PIB passou de dois dígitos e a inflação recuou para aproximadamente 20% (já havia atingido 90%). O que preocupava, no entanto, era a desigualdade, tendo em vista que os benefícios dessa melhora iam apenas para os mais abonados financeiramente.

– Médici (1969 – 74):
Médici entrou como um verdadeiro comandante de guerra na presidência do Brasil. Seu período ficaria conhecido como os anos de chumbo, devido à repressão dura contra as lutas armadas da oposição. Nesse período, milhares de opositores foram mortos, presos, torturados ou exilados.

– Geisel (1974 – 79):

Em 1974 começa o período de redemocratização brasileira, em um ritmo muito lento e gradual. As medidas mais importantes do Governo Geisel foram a suspensão da censura à imprensa e do AI-5. A repressão à oposição, no entanto, ainda era forte, sendo motivo para prisões.

– Figueiredo (1979 – 85):
Com a crescente desigualdade econômica no Brasil, além do crescimento exponencial da dívida externa, o período de Figueiredo foi conhecido pela grave crise econômica que o país vivia. Com o aumento das greves e manifestações populares, a continuação da Ditadura Militar no Brasil

ficaria inviável, o que exigiria o retorno das eleições diretas.

Com movimentos como Diretas Já, no início da década de 80, Figueiredo foi o personagem responsável por assinar a eleição direta para os presidentes, que começaria a ocorrer a partir de 1988.

Ditadura Militar no Brasil
Ditadura Militar no Brasil